“Setembro Amarelo” divulga ações de saúde mental e valorização da vida em Samonte

A Secretária Municipal de Saúde Carla Lorena Santos e a psicóloga do CAPS Márcia Santos concederam entrevista sobre o tema
Publicado em: 28 de Setembro de 2017. Última Atualização: 28 de Setembro de 2017


Pelo primeiro ano, Santo Antônio do Monte participa da campanha “Setembro Amarelo” de prevenção ao suicídio, iniciada no Brasil em 2015 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). No município, a Secretaria de Saúde por meio do CAPS I Vida (Centro de Atenção Psicossocial) promoveu a 1º Mobilização para Valorização da Vida, dia 21/09, no auditório da Câmara de Vereadores. Como parte da campanha, a Secretária Municipal de Saúde Carla Lorena Santos e a psicóloga do CAPS Márcia Santos concederam entrevista sobre o tema para o jornalista Ismael Costa. Leia os principais trechos divulgados pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Santo Antônio do Monte:

 

Como Santo Antônio do Monte está envolvida com o “Setembro Amarelo”?

Carla Santos - Nós fizemos a 1º Mobilização da Vida e Prevenção ao Suicídio no auditório da Câmara Municipal, onde reunimos profissionais da Atenção Primária (PSFs), Assistência Social, Unidade de Pronto Atendimento 24H (UPA24H) e da Saúde como um todo. O objetivo é criar estratégias junto à rede para identificação deste paciente nos domicílios e setores da saúde. Com o apoio da Assessoria de Comunicação da Prefeitura também estamos divulgando a campanha em rádio, jornal e redes sociais.

 

Como a rede municipal de saúde oferece auxílio para a questão da saúde mental?

Carla Santos - A Secretaria Municipal de Saúde oferece este auxilio através da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial), que começa na Atenção Primária, ou seja, nos PSFs, onde é feita a identificação deste paciente. A Atenção Primária conta com o apoio do Núcleo de Saúde da Família (NASF), que é composto por três psicólogos, um assistente social, dois nutricionistas e um fonoaudiólogo, profissionais que apoiam este atendimento. Os psicólogos atuam tanto no CAPS quanto nos PSFs. Quando eles identificam este paciente, direcionam para atendimento tanto na saúde mental da UBS quanto no CAPS, quando necessário. A Unidade de Pronto Atendimento também faz essa identificação de pacientes. Por exemplo, se um paciente dá entrada na UPA24h após tentativa de autoextermínio, a equipe entra em contato com o CAPS, que se desloca imediatamente para atendimento desta pessoa.

 

Quem pode procurar o CAPS e qual tipo de atendimento é ofertado?

Carla Santos - O CAPS atua em todo o território do município e qualquer pessoa que esteja em situação vulnerável e precise de ajuda deve procurar o atendimento do Centro de Atendimento Psicossocial, onde são acolhidas tanto em situação vulnerável, quanto à dependência de álcool e drogas. Os pacientes são direcionados para oficinas, ao atendimento do psiquiatra e têm todo um acompanhamento com os psicólogos no CAPS, onde cada psicólogo é responsável por um caso.

 

É possível apontar causa ou fatores de risco para o suicídio?

Márcia Santos - É possível apontar causas ou fatores de risco, mas todos sabemos que  são complexas e diversas, geralmente entram em jogo questões individuais que se juntam a questões sociais e também situacionais. Histórico familiar ou de tentativas anteriores, traumas, transtornos mentais ligados ao abuso de álcool e drogas, senso de isolamento e falta de apoio social são agravantes, além de fatores neurobiológicos. Dessas causas, as principais e que merecem maior acompanhamento são a tentativa anterior de suicídio, o transtorno mental e o abuso de álcool e drogas. A boa notícia é que há tratamento, portanto é possível prevenir mais de 90% dos suicídios.

 

Quais hábitos podemos desenvolver para a qualidade da nossa saúde mental?

Márcia Santos - Geralmente, tudo o que é bom para a saúde é bom para a saúde mental. São fatores de proteção: boa alimentação, atividade física, busca de vínculos sociais saudáveis, amizades, socialização, autoestima elevada, bom suporte familiar, crenças religiosas ou culturais e éticas, laços sociais estabelecidos, vida social, emprego, crianças, ausência da doença mental, senso de responsabilidade com a família e capacidade de solucionar problemas.

 

Como no dia a dia podemos identificar e ajudar uma pessoa em sofrimento psicológico?

Márcia Santos - As pessoas próximas costumam notar mudanças no comportamento da pessoa que está em sofrimento, por exemplo, o isolamento, falta de comunicação, mudanças de humor, tristeza. Por isso a atenção e busca de ajuda no CAPS é importante, onde é feita a identificação se a pessoa precisa ou não de tratamento. Na maior parte das vezes as pessoas não ajudam por não saberem o que deve ser feito, por isso precisamos aprender a lidar com a pessoa que tem um problema e pensa que o suicídio é a melhor saída. Oferecer apoio, dar atenção e levá-la para o atendimento de um profissional de saúde ou saúde mental, seja no PSF, CAPS ou UPA24 dependendo da situação. Sempre há um ponto da Rede de Atenção Psicossocial por perto.

 

Serviço:

CAPS- Centro de Atendimento Psicossocial
Avenida Antônio Bolina Filho, nº 267, Bairro São Geraldo.
Contato: (37) 3281 – 2086.




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